No Inverno de 1812, em plena Guerra Peninsular, dois regimentos alemães que combatem nas fileiras do exército napoleónico são aniquilados pelas forças de guerrilha espanholas na localidade asturiana de La Bisbal em circunstâncias nunca clarificadas. O único sobrevivente do massacre é o tenente Von Jochberg, que relata nas suas memórias este episódio obscuro da história militar. Dessas páginas desponta uma figura lendária e camaleónica, que determina o curso dos acontecimentos: o Marquês de Bolibar. Escritor admirado por Musil, Calvino ou Borges, e depois injustamente caído no esquecimento, lido apenas por alguns eleitos, Leo Perutz é uma das maiores figuras da literatura europeia. O Marquês de Bolibar, de 1920, é, por muitos, considerado a sua obra-prima. Inverosímil e cómico, este romance histórico, envolto pela névoa do sobrenatural, povoado por oficiais, soldados e guerrilheiros ébrios de paixão, medo e vingança, operou uma metamorfose na narrativa do século XX. Os elogios da crítica: «O exemplo perfeito de um romance fantástico no seu estado puro.»
Jorge Luis Borges «Ao ler um romance de Perutz, fica-se com vontade de os ler todos.»
Emmanuel Carrère
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